segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

Olhe para mim
E descubra o que eu quero.
Quero amor!
Quero teu corpo nu
À luz do luar.
Olhe para mim
E ouça o meu pedido
Vem amor...
Vamos soluçar!
Chama-me pra dançar
Esta música que te embala,
Enrola-me em teus braços
Faz-me de gato e sapato
Estou pronto pra te amar!
Como posso matar meu desejo?
Como poderei limpar esse trauma?
Olho para ti e me sujo mais,
Encho cada vez mais meu corpo
De estúpida testosterona!
Também, você me provoca,
Mostra-me tua carne nua,
Suculentas,
E eu chacal!
Cáio. Rendo-me ajoelhado aos
Teus prazeres!
Quanto tempo terei para
Retirar de mim esse peso...
Ah! Bom Senhor.
Terei a eternidade?
Venha
Não tenha medo
Peça socorro!
Quero ser seu salva-vidas
Na medida do possível
Farei o impossível.
Teu corpo dança
Essa dança embebeda-me.
Embriaga os meus sentidos,
Entorpece os meus quereres.
Teu corpo queima-me,
Amordaça-me!
Põe-me escravo
Cativo do teu bailar.
Menina que ginga é essa?
És feiticeira?
Devolva-me a minha paz!

Seja

Seja o orgasmo viril,
Seja o suor caído, lamentando.
Serei brisa.
Camisa jogada ao chão,
Serei músculos, dentes e dedos!
Serei medo da punição.
Seremos cúmplices,
Nada mais que isso.
Seremos o feitiço da perdição,
Seja, que serei, que seremos nós!
Desatando os nós da navalha.
O que o poeta esconde
Em sua poesia?
Em cada linha
Uma mulher,
Em cada mulher
Uma amante,
Em cada amante
O desejo de poetizar
Cada vez mais.
Saboreio o teu veneno,
Engulo toda a tua ousadia,
Menina, ladra de amores!
Alimento-me da tua sedução,
Vem, deixa-me apagar
Este inferno,
Deixa-me jogar água
Em tua fogueira!
Sou tua presa indefesa,
Não tenho pra onde correr.
Vem, devora as minhas memórias,
Come gulosamente este martírio,
Depois me vomita!
Insaciável!

Quero-te

Quero-te.
Desejo-te.
Longe,
Perto,
Aberto,
Entre quatro
Paredes!
Derramar o mel.

Sem você

Sem você
Eu não seria eu.
Existiria um vazio de mim.
Uma dor sem ser ferida,
Uma alma triste
Em todas as vidas.
Sem você
Eu não passaria
De um ponto final!

Apenas uma palavra

Diga-me uma palavra
Uma palavra que eu queira ouvir.
Uma palavra que me faça sorrir.
Para eu poder respirar,
E acalmar os meus terrores.
Aliviar as minhas dores.
Diga-me uma palavra,
Que conserte a minha bússola,
Que não me faça mais chorar.
Eu sou poeta, já tinha dito isso
Em outros papéis!
Mas não me faça esquecer.
Diga à palavra que eu quero ouvir
Pra gente dormir em paz.