sábado, 2 de fevereiro de 2008

Seus versos

Seus versos

Não são lindos os versos que te fiz?
Também, foram feitos em primavera.
Abraçou-me,
Enfeitiçou-me,
Corou meu coração.
E esse perfume?
Que fragrância!
Quanta bonança d’áurea juventude!
Dos lábios alvos,
Límpidas sílabas!
Dos olhos negros,
Luzes de alma limpa!
De corpo inteiro,
Entrega-se as causas dos viventes
Estrangeiros!

Volúpia

Volúpia

Você me morde, me chupa,
Mostra-me a sua gula e eu deixo,
Amassa-me, me socorre, me levanta,
Devagarzinho se não cansa!
Você é sedenta, gata no cio!
Empresta-me teu corpo, mata meu frio!
Eu e você

Por entre as curvas do teu corpo
Eu escrevo meus pensamentos.
Em calafrios e arrepios
Subo os montes ofegantes,
Conquisto o ponto mais alto
Da tua escultura.
Acima do nível do mar,
Subo e desço como nua brincadeira
Nas corredeiras do seu paladar.
Cáio morto na relva macia
Do seu jardim do Éden.
E não sinto saudades de mais nada
Calo-me!
Absolvo o silêncio profundo do teu
Santo pomar!
Fecho os olhos e ficamos
Eu e você!





Lembranças

Lembranças

Lembranças de ontem
Você dormindo.
Lembranças de hoje
Você acordando.
Lembrança de amanhã
A gente casando,
Dormindo,
Acordando,
Trabalhando e amando
Amando e vivendo!

Você

Você

Você não larga essa mania,
De querer me ver sorrindo.
Estou tomando aulas
Pra aprender a manter
Sempre um sorriso no rosto.
Aí quem sabe
Você fique feliz,
E a gente se ame
Cada vez mais.
Será que sou capaz?

Homenagem


À Cida
05/12/98

Hoje a data é especial,
Poderia ser um dia
Como outro qualquer,
Eu deveria acordar tarde.
O sol deveria está escondido.
Mas ao contrário,
Acordei cedo.
O dia está claro.
Os pássaros cantam nos galhos,
Ainda molhados de orvalhos.
Hoje só podia está assim,
Cheio de frescuras!
Os beija-flores, brincando
Nas flores,
Os meninos brincando
Nos campos.
Os peixes brincando
No aquário.
Porque hoje
É seu aniversário!

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

Olhe para mim
E descubra o que eu quero.
Quero amor!
Quero teu corpo nu
À luz do luar.
Olhe para mim
E ouça o meu pedido
Vem amor...
Vamos soluçar!
Chama-me pra dançar
Esta música que te embala,
Enrola-me em teus braços
Faz-me de gato e sapato
Estou pronto pra te amar!
Como posso matar meu desejo?
Como poderei limpar esse trauma?
Olho para ti e me sujo mais,
Encho cada vez mais meu corpo
De estúpida testosterona!
Também, você me provoca,
Mostra-me tua carne nua,
Suculentas,
E eu chacal!
Cáio. Rendo-me ajoelhado aos
Teus prazeres!
Quanto tempo terei para
Retirar de mim esse peso...
Ah! Bom Senhor.
Terei a eternidade?
Venha
Não tenha medo
Peça socorro!
Quero ser seu salva-vidas
Na medida do possível
Farei o impossível.
Teu corpo dança
Essa dança embebeda-me.
Embriaga os meus sentidos,
Entorpece os meus quereres.
Teu corpo queima-me,
Amordaça-me!
Põe-me escravo
Cativo do teu bailar.
Menina que ginga é essa?
És feiticeira?
Devolva-me a minha paz!

Seja

Seja o orgasmo viril,
Seja o suor caído, lamentando.
Serei brisa.
Camisa jogada ao chão,
Serei músculos, dentes e dedos!
Serei medo da punição.
Seremos cúmplices,
Nada mais que isso.
Seremos o feitiço da perdição,
Seja, que serei, que seremos nós!
Desatando os nós da navalha.
O que o poeta esconde
Em sua poesia?
Em cada linha
Uma mulher,
Em cada mulher
Uma amante,
Em cada amante
O desejo de poetizar
Cada vez mais.
Saboreio o teu veneno,
Engulo toda a tua ousadia,
Menina, ladra de amores!
Alimento-me da tua sedução,
Vem, deixa-me apagar
Este inferno,
Deixa-me jogar água
Em tua fogueira!
Sou tua presa indefesa,
Não tenho pra onde correr.
Vem, devora as minhas memórias,
Come gulosamente este martírio,
Depois me vomita!
Insaciável!

Quero-te

Quero-te.
Desejo-te.
Longe,
Perto,
Aberto,
Entre quatro
Paredes!
Derramar o mel.

Sem você

Sem você
Eu não seria eu.
Existiria um vazio de mim.
Uma dor sem ser ferida,
Uma alma triste
Em todas as vidas.
Sem você
Eu não passaria
De um ponto final!

Apenas uma palavra

Diga-me uma palavra
Uma palavra que eu queira ouvir.
Uma palavra que me faça sorrir.
Para eu poder respirar,
E acalmar os meus terrores.
Aliviar as minhas dores.
Diga-me uma palavra,
Que conserte a minha bússola,
Que não me faça mais chorar.
Eu sou poeta, já tinha dito isso
Em outros papéis!
Mas não me faça esquecer.
Diga à palavra que eu quero ouvir
Pra gente dormir em paz.